A Comissão Intersetorial de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes (vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania), a Rede Ecpat Brasil, o Comitê Nacional de Combate à Violência contra Crianças e Adolescentes e o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente Adolescente (Conanda) criou uma campanha para mobilizar a população contra a violência sexual que atinge crianças e adolescentes no Brasil.
Quebrar o ciclo de violência é o tema da campanha, que recomenda que os cuidadores adultos “percebam os sinais” e “sejam a pessoa que escuta, acolhe e denuncia”. As peças da campanha para uso e reprodução e o vídeo institucional estão disponíveis em site de Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania.
Para especialistas ouvidos pelo Agência Brasil, o acolhimento é fundamental para prevenir e proteger crianças e adolescentes, coibir o abuso sexual e lidar com as consequências. “É preciso oferecer um ambiente saudável dentro das famílias, livre de violência, onde, de fato, os adultos ouçam e haja diálogo com as crianças”, aconselha a assistente social Gezyka Silveira, especialista em proteção e desenvolvimento infantil da organização não governamental ( ONG). Plano Internacional Brasil.
A promotora Camila Costa Britto, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) acredita que ouvir é fundamental. “Ao ouvir a história de uma criança, a pessoa deve acolhê-la, dar apoio, prestar atenção no que ela tem a dizer, não duvidar de suas palavras.”
Essas atitudes podem fomentar laços de confiança que devem ser incentivados desde cedo, inclusive para prevenir e orientar. Além de falar diretamente sobre abuso sexual, os cuidadores podem falar sobre consentimento, detalha a psicóloga Juliana Martins, coordenadora institucional do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
“Você pode explicar para a criança, desde muito pequena. Na hora de dar banho, explique e diga ‘olha, com licença, vou te limpar’. Faça isso dizendo quem pode tocar o corpo da criança e quem não pode. Aos poucos, essa criança vai entender e ser educada sobre o que é consentimento.”
A psicóloga ressalta que pode haver mudanças no comportamento das crianças quando ocorre abuso sexual e os cuidadores devem ficar atentos. “Há sinais. [Repare] Crianças que param de brincar, que param de sorrir.”
Sérgio Luiz Ribeiro de Souza, desembargador da 4ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso do Rio de Janeiro, orienta que os cuidadores adultos devem ficar atentos. Ao perceberem uma atitude incomum, nunca devem deixar a criança ter contato isolado com o suposto agressor e procurar alguém que possa ajudar. O juiz sugere que o responsável procure “qualquer órgão público que atenda crianças e adolescentes” em caso de abuso sexual.
Aprenda a prevenir
Para orientar crianças e adolescentes “é importante ter educação sexual nas escolas”, defende a psicóloga Juliana Martins. “As escolas são locais fundamentais, inclusive ajudando a compreender que a violência pode estar acontecendo com essas crianças. Isso vai ajudá-los e, caso sofram violência, terão condições, repertório e recursos para falar sobre o assunto.”
“A escola é um local privilegiado para identificação e denúncia de casos, pois as crianças passam muito tempo na instituição e em contato direto e constante com o professor, em quem confiam”, acrescenta a promotora Camila Costa Britto.
“A educação sexual é essencial para o desenvolvimento natural e integral de cada ser humano. E é uma das principais formas de proteção, prevenção, pois ensina sobre sentimentos, emoções, consentimento e integridade corporal”, afirma a assistente social Gesyka Silveira.
joias vip
site uol
uol pro
bola de futebol png
bolo de futebol png
oi google tudo bem